Ansiedade, tensão, insônia, problemas
alimentares, estomacais, intestinais, cardíacos, dores de cabeça e no corpo,
etc., são sintomas que podem ter a sua causa no estresse crônico do cotidiano,
muitas vezes causado pelo uso indevido da linguagem nas relações interpessoais
(França, 2002, Crenças...; França, 2002, Brincar...). Tais sintomas afetam o
desempenho mental das pessoas, e alteram os resultados de sua atividade
intelectual e produtiva. Tal fenômeno biológico explica a necessidade de
conhecermos melhor como funciona nosso cérebro, para sabermos como minimizar
fatores estressantes, que prejudicam nossa saúde física, mental e nossas
relações sociais.
As tensões do mundo moderno estão ficando
maiores e mais intensas, a cada dia que passa, deixando as pessoas expostas a
situações estressantes muito freqüentes. Isso ocorre tanto na vida familiar
quanto no trabalho. Sem terem uma noção sobre a importância da linguagem, e sua
influência nos processos de doença e saúde, as pessoas muito estressadas não conseguem
fazer um controle adequado da intensidade dos seus gestos e expressões, nem da
qualidade da voz e das palavras que falam. Isso acontece porque seu sistema
nervoso fica excessivamente ativado durante as situações estressantes, o que
faz com que as pessoas percam a capacidade de controlar seus comportamentos.
Nesse momento, as funções inferiores e emocionais do cérebro "sequestram",
isto é, impedem as funções superiores, relacionadas com a percepção,
aprendizagem, raciocínio e memória. E são justamente essas funções superiores
que fazem o controle das emoções, mas esse controle fica impossibilitado,
quando a razão está sendo "sequestrada" pelas reações emocionais
(Goleman, 1995; Ornstein, 1987)
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