Estejamos falando ou calados, todo comportamento tem valor de mensagem. E, como ensina o primeiro axioma básico da pragmática da comunicação, é impossível não se comunicar.
Comunicamo-nos verbalmente e não verbalmente, e o que emitimos nesses dois níveis exerce uma influência sobre os nossos interlocutores.
A questão é saber que tipo de influência queremos exercer e se os interlocutores e nós mesmo ficamos satisfeitos com o resultado. Classicamente, quando se analisam os processos comunicacionais entre dois interlocutores - digamos, A e B -, distinguimos:
. a intenção de A: o que ele queria emitir;
. o que ele realmente emitiu: seu comportamento linguístico e não verbal observável:
. o que B recebeu: o que ele percebeu e compreendeu da mensagem de A.
Em matéria de comunicação eficaz, a responsabilidade, diante da necessidade de se fazer compreender, pode ser encarada sob diferentes ângulos. Uma certa passividade prevalece ainda às vezes neste domínio, onde se considera levianamente que, se o outro não compreendeu, é porque se trata de uma pessoa resistente ou de espírito tacanho - ou porque "não quer" compreender.
A posição da PNL sobre este ponto é peremptória.
Não é a intenção que conta, por melhor que seja, mas o resultado obtido. É a reação do seu interlocutor que o informa daquilo que você realmente conseguiu passar.
Guia de PNL - Novas Técnicas Para o Desenvolvimento Pessoal e Profissional - Alain Cayrol e Patrick Barrère
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